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segurança garantida na compra por impulso

Grande parte dos fabricantes de fechaduras atuam também no segmento de cadeados. Item de segurança necessário. Sua aquisição se transformou em “compra por impulso”, exigindo exposição estratégica, embalagens com apelos visuais, cores e design diferenciado
Lojas especializadas em ferragens, ma­teriais de construção e home centers estão mudando a forma de oferecer cadeados. O produto deixou as prateleiras e ganhou espaço nos pontos de check out e balcões, apresentados em embalagens blister, expositores e displays de apoio sempre devidamente posicionados nos locais que incentivam a compra por impulso. Segundo o diretor da Haga, Jorge Caetano, o consumo do produto já ultrapassa o segmento da construção civil. “Sua aplicação é ampla e totalmente diversificada, sendo usado em armários para clubes, baú de caminhões, caixas de ferramentas e utensílios, gavetas, travas para bicicletas e motos, bolsas, malas de viagem, entre tantas outras situações, em que o usuário busca não só a segurança, como também privacidade”, acrescenta. A atribuição de valores para cadeados na visão de Caetano tem ligação com a marca, design, tamanho, tipo de material em sua composição e o sistema de segurança que dispõem, como dupla trava, chaves multiponto e corpo de proteção contra ferramentas de chaves, além de sistemas mais complexos como mestragem (uso de chave-mestra). “O maior desafio da indústria, hoje, é atingir esta diferenciação. O design está muito integrado à aplicação e uso do cadeado. E os novos materiais também devem garantir resistência e segurança cada vez maiores”, completa. Vencendo o vandalismo A indústria brasileira desenvolve todos os dias novas tecnologias para vencer o vandalismo e reduzir os índices de furtos e roubos. A supervisora de Marketing, da Yale La Fonte Sistemas de Segurança, Angela Chapper, lembra que o grande desafio é propor ao consumidor uma solução completa, ou seja, com tudo que ele precisa, desenvolvendo cadeados simples, para uso em academias e que exigem segurança mínima, até opções de altíssima segurança, capazes de resistir a mudanças climáticas agressivas, condições extremas de uso e exposição em ambientes externos. “Temos opções para atender até contêineres marítimos. Porque o usuário do produto pode ser aquele freqüentador de um clube, mas também um importador que precisa proteger sua carga com máxima segurança”, explica. “O design é um diferencial decisivo para a compra e funciona como um argumento influenciador na opinião do consumidor”. Em qualquer um, dos muitos casos em que o cadeado é prioritário a qualidade é inquestionável, tanto em relação às matérias-primas quanto à durabilidade de seus componentes, na opinião de Angela. Pesquisas realizadas pela Yale La Fonte apontam que 88% das vendas de cadeados são definidas no PDV. Para atender a este perfil seu Departamento de Marketing investe no treinamento e capacitação da equipe de promotoras para transformar uma compra de reposição de cadeados em compra estendida, ou seja, incluindo outros acessórios para a segurança do imóvel. A Yale La Fonte comercializa cadeados Yale e cadeados Abloy, sendo que as duas marcas fazem parte do grupo Assa Abloy, distribuídos ao mercado por intermédio da La Fonte. A empresa defende que o produto garante tranqüilidade ao usuário, tem custo baixo e boa duração, atendendo a todas as classes sociais. Claro, o argumento principal é a segurança, unida à qualidade La Fonte e à garantia do grupo Assa Abloy. Seus cadeados são importados da Finlândia, atendendo a aplicações que requerem alta segurança. Possuem carcaça de aço temperado revenido, o que possibilita máxima resistência a ataques físicos. Sua chapa endurecida antimagnética previne contra perfuração por usinagem de brocas. A segurança adicional é garantida pelo travamento da haste por rolamentos de aço inoxidável temperado, nas duas extremidades. Qualidade confiável A Soprano trabalha o aspecto qualidade de seus produtos, utilizando matéria-prima de alta qualidade e performance, porém com o cuidado de manter o preço competitivo e giro rápido no mercado. Conforme destacou Maximiliano de Almeida, coordenador da Unidade de Negócios – Comércio da Construção Civil, com a evolução observada no setor da construção civil, cresce também a demanda dos produtos trabalhados entre os lojistas e distribuidores, assim como cresce o consumo de itens essenciais ao dia-a-dia. “O cadeado entra neste segmento de mercado, por ser um produto de uso diário, já enraizado na nossa cultura, exigindo que a indústria aumente a diversidade de suas aplicações”, explica. Para Maximiliano, sentir-se seguro e ter seu patrimônio protegido é uma necessidade de todos os brasileiros e o cadeado tem uma relação direta com essa necessidade de segurança do patrimônio e do indivíduo. O diretor comercial da Vonder, Cristiano Zwiener Jr., acrescenta que o consumidor adquire cadeados porque quer confiança e tranqüilidade. “Este é um dos principais motivos pelo qual a indústria atende a este segmento, porém nem todas conseguem se estabelecer. Nossa empresa atingiu uma estabilidade depois de um exaustivo trabalho de construção da própria marca e da composição de uma linha de produtos de excelente qualidade”, justifica-se. O lojista hoje conhece os produtos Vonder. E até os consumidores que ainda não compraram um cadeado da marca, reconhece que numa primeira aquisição terá a certeza de ter um produto confiável e de alta qualidade, eficiente no atendimento de todas as necessidades e expectativas. Para o lojista, a Vonder criou um expositor especial. Reproduzindo um cadeado em tamanho superior ao normal, medindo 59 cm de altura x 14 cm de largura e 36 cm de comprimento, a peça é confeccionada em chapa de aço com visor em acrílico transparente. Expõe 14 cadeados de 20 a 35 mm e 12 peças de 40 a 50 mm. “Com um expositor elegante é impossível o consumidor ficar indiferente aos nossos produtos”, afirma Cristiano. Segurança profissional O gerente comercial da Pado, Luis Fernando Gastaldi, vai mais além, a seu ver cadeados são itens fundamentais também para o canteiro de obras, a fim de proteger ferramentas, evitar desperdício de tempo e garantir eficiência profissional. “Toda atividade profissional exige segurança. E a contribuição da indústria de cadeados na construção civil, em obras e ao PDV mantém portas e portões trancados, restringe o acesso de pessoas, protege contra roubos e indica o quanto o ambiente é organizado e controlado”, justifica Gastaldi. O controle e a segurança de armários, com as devidas identificações numéricas e cadeados controla a produtividade do trabalhador e, o que é ainda melhor, existe a possibilidade de criar o mesmo segredo para diversos cadeados de um mesmo ambiente, aumentando a produtividade e exigindo apenas uma chave. Gastaldi lembra que o cadeado continua sendo o mesmo produto que o consumidor conhece há anos. O que vem evoluindo é a diversidade de modelos, tamanhos, funcionalidade, tipos de segredos e chaves. A produção de peças coloridas ajuda nesta diferenciação e personalização, colocando o cadeado como um item de segurança, assim como um acessório de utilização permanente. A empresa oferece produtos simples, para uso em correntes, assim como modelos mais complexos, concebidos com cabo de aço acoplado para facilitar a comodidade do usuário, além de ser mais prático e bonito: “Para desenvolver um produto com novo design, precisamos conhecer a necessidade do nosso consumidor, estudar a viabilidade de uma nova concepção, sem perder nunca o foco da segurança”. E seguindo esta política, a empresa baseia-se no slogan “Nosso segredo é a sua segurança”.
Fabricantes e seus diferenciais
Assa Abloy La Fonte Criou embalagens blister que facilitam a visualização do produto. Possui displays, folders e promotores treinados para demonstrar seus produtos e seus diferenciais no PDV. Para os lançamentos, mantém uma campanha promocional aos revendedores, acompanhada por diversos materiais informativos. Apresenta soluções para quaisquer necessidades. Tem cadeados com baixo custo e boa qualidade, da linha Yale e, cadeados de alto custo e excelente durabilidade e proteção, da linha Abloy. O menor produto tem 20 mm, sendo o maior com 70 mm. HAGA Produz cadeados de 20 a 45 mm, em zamac e latão com haste de aço inox, que permite sistema de metragem, além de cadeados de segredos. Em breve, a empresa lançará cadeados com chave multiponto. Pado Tem uma linha de cadeados coloridos, que ajudam na diferenciação entre os usuários, além de personalizar o produto. A empresa lançou um produto para consumidores que buscam diferenciação, que podem ser levados na bolsa ou maleta. Tem uma linha para segurança de bicicletas e motocicletas. Tamanhos entre 20 até 60 mm, com haste simples ou longa, chave simples ou quádrupla, segredos iguais ou diferentes e o cadeado militar. São 17 modelos, e os coloridos oferecem quatro tamanhos e seis cores. Soprano Investe em pesquisas para utilização de novos materiais. Está sempre inovando e disponibilizando novos produtos para o mercado. Tem um forte trabalho junto aos PDVs com distribuição de expositores, treinamentos técnicos e comerciais, além de campanhas de vendas. Stam Tem produtos para diferentes tipos de consumidores. Empresa atenta sobre o que o mercado deseja, ouvindo o lojista para desenvolver novos produtos. Oferece assistência técnica, SAC (0800). Possui uma linha de cadeados para atender ao público jovem, com um apelo vibrante, criando produtos adequados para uso em academias, malas de viagem, mochilas e notebooks. Tamanhos variam entre 20 mm e 45 mm. VONDER Fabricada cadeados com haste em aço temperado e corpo em latão maciço, variando entre 20 a 50 mm, disponíveis em embalagens blister ou caixa individual. Também tem uma linha de cadeados com segredo para fechar malas, bolsas, porta-jóias, armários entre outras aplicações. Com 20 mm de largura, haste em aço cromado e corpo de zamac, nas cores preta e cinza. O segredo tem três combinações numéricas, entregues ao usuário zeradas para personalização.
Apelo vibrante A Stam evidencia um trabalho sério, atendendo ao mercado com uma linha de cadeados de tecnologia confiável. A empresa entende que o consumidor deve ser informado sobre o tipo de matéria-prima utilizada, manutenção adequada, grau de segurança e correta aplicação para saber usar um cadeado que dificulte qualquer possibilidade de violação de seu patrimônio. Gustavo Faria, diretor de mar­keting da empresa, alerta que a indústria deve respeitar os novos hábitos e comportamentos do consumidor. Para tanto, lançou a Linha Travel de cadeados com tamanhos entre 25 mm e 40 mm, com acabamento em grafite e branco. “O produto obteve sucesso. Mas em nossa empresa, queríamos mais. Pensamos, então, em conquistar o público jovem, que não se interessa por assuntos ligados à construção civil”, diz Faria. Partindo deste objetivo, a Stam lançou cadeados com apelo vibrante, indicado para armários de academias e clubes, mochilas, notebooks e malas de viagem. O produto agrega também maior resistência no gancho, melhor leitura da numeração do segredo e facilidade de manuseio com bordas arredondadas. Outro projeto, em fase final, é a linha de cadeados para o público Teen, também identificado por cores alegres e que representa o quanto o cadeado se tornou um acessório indispensável para o consumidor jovem. Faria, lembra que o mais importante é conhecer o mercado e regionalizar as ações. Por isso, a Stam fabrica cadeados com tecnologia e qualidade de uma marca com 37 anos de experiência, agregadas à competitividade e preço. “Temos produtos para diferentes consumidores. Nosso papel é perceber o que o mercado precisa, ouvindo o lojista. Porque quanto mais informação tivermos, mais segurança aplicaremos em nossos produtos”, argumenta. A empresa também respeita a normatização, tendo como bom exemplo o lançamento do Cadeado de Haste Média de 25 mm, que atende às determinações da Norma Regulamentadora de segurança em instalações elétricas – NR-10. O envio de material de exposição para os revendedores é determinado de acordo com o perfil e a necessidade de cada loja. Para vendas de balcão, a empresa desenvolveu o expositor de cadeados em PVC, com 12 opções de tamanhos. Nas lojas de auto-serviço os cadeados são encartelados, facilitando o manuseio e a visualização do produto exposto. As informações constam no verso de cada embalagem e são cuidadosamente formuladas para preservar a com­preensão das descrições e aplicações, sem depender de suporte do vendedor. “Nas feiras regionais, conseguimos estreitar ainda mais o contato com os envolvidos no setor da construção civil”, conclui Gustavo Faria.
Convênio pretende aumentar exportações de cadeados e fechaduras
Em fevereiro deste ano, a Apex-Brasil Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos e o Siamfesp-Sindicato de Artefatos de Metais Não-Ferrosos do Estado de São Paulo assinaram um convênio para promover exportações do setor. A medida favorecerá empresas dedicadas à industrialização de metais sanitários, fechaduras, cadeados, dobradiças, ferragens, utensílios domésticos e artigos afins. O projeto conta com investimentos compartilhados entre as duas entidades no valor de R$ 3,22 milhões, destinados a ações de promoção comercial que serão desenvolvidas ao longo dos próximos dois anos. A meta do convênio é aumentar o volume de exportações entre os participantes do projeto, para US$ 42,6 milhões até dezembro 2008. No ano passado, este valor chegou a US$ 29,6 milhões, ou seja, espera-se um crescimento de 43,9%. Para atingir a meta estão previstas diversas promoções comerciais: participação em sete feiras internacionais, missões empresariais, pesquisa de mercado em Angola, México e Emirados Árabes, além de ações de marketing, capacitação e treinamento, e da vinda de importadores selecionados no Brasil. O Siamfesp agrega várias atividades da indústria de artefatos não-ferrosos, ou seja, produtos compostos de latão, alumínio e outras ligas. Conforme esclarecimentos apresentados pela Dra. Sandra Papaiz, vice-presidente do Setor de Fechaduras, integrado à entidade, fechaduras e cadeados são vistos pelo consumidor, como itens de proteção e guarda. “O termo segurança remete mais para as câmeras e controles de acesso”, acrescenta. De acordo com a vice-presidente, a maior tendência do segmento envolve as fechaduras populares, e o que mais alerta a indústria são os níveis mínimos de tráfego, segurança e corrosão, “ou seja, há uma preocupação em não desvirtuar toda a preocupação apenas do preço baixo”, afirma. O revendedor pode contribuir com a conscientização e crescimento desse mercado, conhecendo melhor as normas técnicas já implementadas pelos fabricantes, e que estão registradas no Programa Brasileiro da Qualidade para Habitação-PBQP-H. “As normas classificam os produtos por níveis de tráfego, segurança e corrosão e o revendedor tem à sua disposição produtos para cada situação. É importante que ele saiba orientar seus clientes, procurando oferecer sempre os produtos aprovados pelas normas”, orienta Sandra. No universo do Siamfesp, o segmento de Fechaduras e Cadeados representa entre 20 a 30% em volume de participação, mas já existe um projeto para ter números mais abrangentes do segmento.
Publicado em 18 de abril de 2008 por Equipe ConstrucaoTotal
 
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