O Ano da Manutenção e Reparos Domésticos


No último dia 14 de maio, a Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE divulgou os números relativos a PMC - Pesquisa Mensal do Comércio – consolidando o volume de vendas do primeiro trimestre de 2015 e como já era esperado, o varejo expandido apresentou uma queda de 5,3% em relação ao primeiro trimestre de 2014.

Materiais de Construção apresentou uma queda menor, de 4,4%, sendo que o comércio de veículos e motos, partes e peças elevou os números negativos gerais, com - 14,8%.

Dos dez grandes grupos de atividades em que o IBGE divide o varejo brasileiro, apenas “Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação”, “Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico” e “Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos e de Perfumaria” cresceram em volume de vendas, 16,9%, 8,3%, 5,7%, respectivamente.

Convidamos todos agora, para um olhar sobre o consumo de serviços prestados às famílias, segundo relatório da mesma fonte, relativo também a março de 2015.

Nesse mês, a taxa de crescimento nominal, ou seja, considerando a inflação do período, foi de 2,5%, quando comparando com o mês anterior, a menor desde o início da série, em 2012.

Agora um dado bastante interessante, e que nos remeterá ao título desse artigo.

O IBGE divide o grupo de atividade “Serviços Prestados às Famílias” em dois subgrupos, “Alojamento e Alimentação” e “Outros Serviços Prestados às Famílias”, que cresceram 0,8 e 13,5%, respectivamente, no mesmo período, ou seja, março comparado com fevereiro de 2015.

O primeiro subgrupo diz respeito a alimentação fora do lar e, obviamente, gastos com hotéis, albergues, spas, pousadas, apart hotéis e demais tipos de locais para estadias transitórias. Já o segundo diz respeito às demais atividades, muitas delas associadas a manutenção doméstica e do dia a dia familiar, que vão desde educação e serviços de educação continuada, atividades de recreação e lazer (menos clubes), lavanderias, tinturarias até adestramento e higiene de animais domésticos, apenas para ficarmos em algumas destas atividades.

Mesmo considerando que o carnaval ocorreu em fevereiro, elevando a base comparativa do mês anterior, essa tendência já havia sido notada no relatório anterior, ou seja, um menor gasto com serviços adquiridos fora do lar relativos a alimentação e viagens turísticas, o que significa que os consumidores estão, de fato, passando mais tempo dentro de suas casas.

Não estaria aí, então, uma boa oportunidade para o segmento considerar que parte da frustração sentida pela perda do poder aquisitivo, e consequentemente maior permanência dos consumidores dentro de seus lares, e estimular o consumo de produtos para pequenas reformas e melhorias dos diversos ambientes de suas casas?

Afinal, quem fica em casa, repara.

Newton Guimarães
Inteligência de Mercado
newton.guimaraes@revenda.com.br

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