Delimitar comportamentos aumenta a efetividade do conhecimento


Estamos em vias de iniciar o campo do dimensionamento dos gastos dos consumidores de materiais de construção quando reformando, construindo ou realizando reparos/manutenção doméstica, tendo como base um arrolamento para determinar o grau de incidência de obras na região metropolitana de São Paulo, base para o tratamento estatístico dos dados e projeções, visando também uma estimativa de gastos modelados (canais, categorias, cômodos e serviços de executores e especificadores) para as Unidades Federativas e Brasil.

Apenas realizando uma desk research para buscar fontes que dessem indicativos do sell out do segmento, encontramos informações dispares que, apesar da idoneidade e atuação relevante das fontes, não conversam entre si.

Questões de métodos, certamente. Vamos a algumas delas.

Nessas pesquisas, sem maiores aprofundamentos, encontramos em vários meios dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) que apontaram para um faturamento de R$60 bilhões em 2014.

Os números que encontramos da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) no portal da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria de Construção, indicaram um faturamento do comércio de matérias de construção, no mesmo ano, de R$100 bilhões.

Já a Fecomércio SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulga um faturamento real de R$40,3 bilhões apenas no Estado de São Paulo. Considerando que, na média de vários segmentos de mercado, segundo a própria fonte, o Estado detém 30% do faturamento do Brasil, podemos estimar, sem maior rigor metodológico, um faturamento de R$130 bilhões em 2014.

Coincidentemente esse é o número do potencial de consumo estimado pelo IBOPE Inteligência para o mesmo ano, porém considerando apenas as áreas urbanas do Brasil, que abarcam 85% de toda a população. Mas aí não falamos de vendas realizadas, mas potenciais, e todas as variações e intempéries que isto significa, inclusive a canibalização de outros tipos de varejo, como super/hipermercados.

O fato é que nos últimos seis estudos realizados nos preocupamos em entender o comportamento dos consumidores com todos os agentes, quando reformando e construindo, e faz todo sentido inserir estas questões atitudinais dentro das questões dimensionais, pois ao delimitar atitudes aumentamos a efetividade do conhecimento.

Ou, como citado numa newsletter anterior, Quem Somos?, o depoimento de Jessé Souza, Presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada): “A primeira perspectiva é o conhecimento estatístico dos grandes dados mas, ao contrário do que muita gente pensa, os números não falam por si, precisam ser interpretados, é necessária a dimensão compreensiva, tem que ser enriquecidos por uma perspectiva muito mais difícil de ser percebida, que é como as pessoas pensam e interpretam o mundo...”

E já que falamos das tais nuances metodológicas das estimativas de sell out, o racional de cálculo da Plataforma será aberto e entregue junto com um software para cruzamentos destes dados.

Newton Guimarães

Inteligência de Mercado
/ GrupoRevenda
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newton.guimaraes@revenda.com.br


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