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Com a Crise, 88,9% dos Consumidores Alegam Ficar Mais Tempo Dentro de Casa
No primeiro trimestre de 2015, cruzando dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, ficou claro que os consumidores estavam reduzindo drasticamente os gastos com aquisição de serviços turísticos, como passagens aéreas e hospedagens transitórias – leia-se hotéis e similares - e de alimentação fora do lar.

A hipótese, inclusive, foi objeto do artigo Quem Fica em Casa, Repara, veiculado na segunda quinzena de maio de 2015, quando sustentávamos a tese de que ao ficarem em seus lares, esses consumidores se sentiriam estimulados a realizar reformas de menores proporções, pequenos reparos e manutenção doméstica, até mesmo como uma maneira de tornar essa permanência forçada mais prazerosa para si mesmo, familiares e amigos.

Ao final do ano de 2015, no fechamento dos números relativos ao consumo de serviços citados acima, o volume de vendas (real) dos subsegmentos Serviços de Alojamento e Alimentação haviam encolhido 5,5% e Atividades Turísticas 2,1%, em relação ao ano de 2014.

No último dia 22, estivemos reunidos com executivos das empresas cogestoras da Plataforma no Secovi SP, discutindo o resultado do estudo inédito Oportunidades Estratégicas para Desenvolvimento de Novos Mercados nas Perspectivas de Consumidores que Reformaram ou Construíram e, entre vários pontos abordados, apresentamos o resultado da seguinte pergunta: “Com a atual crise econômica, você diria que está passando mais tempo em sua casa, convivendo com a família/amigos?”

Vamos ao aprofundamento destes dados.

Dos 900 entrevistados distribuídos pelo Brasil, 88,9% afirmaram que “sim”, estão passando mais tempo dentro de seus lares, como reflexo da crise econômica.

As unidades federativas que mais responderam “sim” foram: Bahia, com 98,3%; Mato Grosso, com 92,7% e Pernambuco, com 92,1%. Em relação às regiões, o Nordeste puxa a média para cima, com 92%.

Já nas classes sociais, este número cai para 82,3%, considerando a classe A, e sobe para 90%, considerando a classe B. Já a classe C, fica, na média, com 88,8%.

Na quebra dos dados por faixas etárias não há relevância, numa distribuição muito próxima a média, considerando as faixas entre 20 a 29 anos; 30 a 49 anos e 50 mais.

Por fim, desta amostra que afirmou estar passando mais tempo dentro de seus lares com amigos e familiares, 60,9% consideram as salas seu ambiente preferido; 16% os quartos; e 7,8% copa/cozinha. Em relação à média por unidades federativas são os gaúchos que mais consideram as salas sua fortaleza, com 76,4%.

Logo, pensar em festivais de vendas de produtos associados às salas (de jantar, estar, TV etc.) e apresentá-los de maneira positiva, ressaltando a convivência e estreitamento de laços afetivos, pode ser uma boa maneira de se posicionar no atual cenário econômico.

Este e muitos outros insights foram discutidos no Café da Manhã de Inteligência de Mercado, cujo estudo apresentado tem como objetivo principal fundamentar hipóteses que vissem estruturar políticas comerciais adequadas para o período pelo qual estamos passando.

A Plataforma é um sistema de compartilhamento de Inteligência de Mercado, cogerida por Leroy Merlin, Eucatex, Pincéis Atlas e Votorantim Cimentos, empresas empenhadas em melhor entender o segmento, contribuindo para sua profissionalização e desenvolvimento.


Newton Guimarães

Inteligência de Mercado
/ GrupoRevenda
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newton.guimaraes@revenda.com.br

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