Informe 334
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LAR É FORTALEZA
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NEGÓCIO SOCIAL DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Inteligência é Conectar Razões e Construir Pontes
MÃOS DE OBRA ATADAS

Não só a Falta de Dinheiro
Paralisa Obras
Nos dois artigos anteriores abrimos alguns dados primários do mais recente estudo da Plataforma, em que, resgatando resumidamente, identificamos o tipo de obra já realizada, o que ainda faltava realizar e as próximas etapas planejadas, mergulhando naquilo que poderia estimular a continuidade destas mesmas obras.

Vale, então, neste artigo, um olhar sobre as principais razões que fizeram os consumidores interromperem momentaneamente as obras.

Dos 900 entrevistados, distribuídos por 12 praças, 84,3% alegaram terem paralisado momentaneamente suas obras, enquanto 15,7% alegaram estar com a obra em andamento normal.

Destes 84,3% que paralisaram suas obras, entre os principais motivos, a maior parte, 61,8%, as interromperam por “falta de dinheiro”; seguido por “queda na renda”, para 28,4%; “incertezas em relação ao futuro da economia”, para 15,5%; e, em quarto lugar, “problemas com mãos de obra”, para 15% desta amostra.

Vamos nos ater apenas a estes quatro itens e deixar outros de menor incidência de lado.

Ora, temos aqui um quadro em que os três principais atributos não dependem diretamente das ações das empresas do segmento, pois estão diretamente ligados ao ambiente macroeconômico recessivo, logo, vamos refletir somente em relação ao quarto item, “problemas com mãos de obra”, pois este entrave pode sim, ser minimizado pelas ações diretas das empresas do setor.

O que torna esta questão mais premente é que, quando quebramos por classes sociais, os problemas com os executores, que influenciaram a paralisação da obra, sobe para 24,1%,considerando apenas a classe A.

Em relação às regiões, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mantêm-se próximos da média, enquanto no Nordeste este entrave se mostrou menos importante.

O fato é que, num momento em que o comércio e as indústrias de materiais de construção aferem quedas históricas em suas vendas, considerar parcerias para qualificação e oferta de mãos de obra, como pintores, pedreiros, eletricistas, encanadores, azulejistas etc., pode ser um bom caminho para atenuar os efeitos da atual recessão.

E fica no ar uma pergunta.

Se num quadro recessivo este entrave se faz notar, quando presumidamente há uma maior disponibilidade de mãos de obra e, consequentemente, poder de escolha dos consumidores, o que dizer então quando retomarmos o crescimento econômico?

A Plataforma é um sistema de compartilhamento de inteligência de mercado, cogerida por Leroy Merlin, Eucatex, Pincéis Atlas e Votorantim Cimentos, empresas empenhadas em melhor entender o segmento, contribuindo para sua profissionalização e desenvolvimento.


Newton Guimarães

Inteligência de Mercado
/ GrupoRevenda
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newton.guimaraes@revenda.com.br

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